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sábado, 6 de novembro de 2010

E a fotografia teimando em ser pintura...


National Gallery, Londres. O artista Clive Head bate recorde de visitação às sua exposição Cerca de 8 mil visitantes por dia!!! O que ele expõe? Pinturas, óleo sobre tela. Pinturas hiperrealistas, que mesmo de perto é difícil ter certeza se se tratam de pintura ou fotografia.



O que me deixa curiosa é a sensação de inversão, hoje a fotografia está se afastando da sua principal característica, a de documentar o real, e a pintura que, depois da invenção da fotografia, havia se libertado da "obrigação" da fidelidade e com isso encontrado um nicho de criatividade que nunca antes se havia sequer imaginado, retornar à sua característica mais "antiga". E a amostra ainda bate recordes de visitação...



Acho que isso mostra que a arte está se afastando perigosamente (para si mesma) do que, no meu entender, a mantem viva, seu público.


http://feirasparte.blogspot.com/2010/11/artista-hiper-realista-bate-recorde-de.html

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Expo Virtual - Re Lepage

                     

                            A convite de um dos grupos que participo no flickr "The Jurors / Different Personalities, Diferent Views", criei um exposição virtual com uma pequena a mostra de meu trabalho e uma pequeno insight sobre cada linha de trabalho que desenvolvo atualmente.  Pra quem quiser dar uma olhadinha o link é: http://www.flickr.com/groups/thejurors/discuss/72157625156762745/










          E é claro que estou disposta a trocar idéias , receber críticas e qualquer outra coisa que vocês julgarem pertinente. Tanto pelos comentários do próprio  Blog, como por email (meu email está disponível no meu perfil).

          Espero que achem algo interessante :D


domingo, 31 de outubro de 2010

Porque os ratos também choram.

Para quem gosta de quadrinhos como eu, vale muuuito a pena conferir o trabalho de Fernando Gonsales e seu Niquel Náusea. (o "primo" estranho e brasileiro do Mickey Mouse...)



Você pode ver mais no site:




Fernando Gonsales é cartunista e veterinário brasileiro, exercendo a última profissão essencialmente entre a prancheta, o lápis e o nanquim. Já foi dono de uma pulga de estimação que se alimentava do seu próprio sangue, mas agora dedica-se mesmo ao seu personagem principal, o rato Níquel Náusea. Em suas tirinhas muitos outros bichos aparecem, revelando o cotidiano inusitado destes seres que ainda colocam muita gente em cima de cadeiras e mesas. Níquel Náusea começou a ser publicado na Folha de São Paulo em 1985 onde continua até hoje. Outros jornais do Brasil também publicam o seu trabalho além do Diário de Notícias, de Portugal. Para facilitar a nossa vida, suas tirinhas foram reunidas e hoje podem ser encontradas nos livros: Os Ratos Também Choram, Com Mil Demônios, A Perereca da Vizinha, Vá Pentear Macacos, Botando os Bofes pra Fora e Nem Tudo que Balança Cai.


terça-feira, 26 de outubro de 2010

TAKASHI MURAKAMI - toy art no palácio de Versailles...

Mais uma novidade polêmica de Takashi Murakami (querido por muitos críticos e curadores), que mistura toy arte, artes gráficas, arte clássica japonesa e arte pop...e...comércio...  ;)

A arte mais clássica e luxuosa de Luís XIV, acessível apenas a uma pequena minoria, encontra a arte japonesa - aquela que nasceu da tradição nipónica para as crianças e se expandiu para o ocidente e todas as faixas etárias. Universalidade e elitismo são as palavras-chave para a nova exposição de Takashi Murakami: a Toy Art no Palácio de Versalhes, em Paris.
Considerado pela revista Time uma das cem pessoas mais influentes do mundo em 2008, Murakami é um artista japonês que se especializou na arte puku (conceito que nasceu da junção das palavras "popular" e "okaku", que remete para os interesses obsessivos do mundo moderno). De forma equivalente à pop art proveniente dos pólos culturais ocidentais, Murakami inspira-se nas séries de manga, no anime e em videojogos para criar peças coloridas que parecem ter saído de um desenho animado.



Agora, o Palácio de Versalhes convidou este artista para ocupar 15 das 700 salas do museu e deixar a sua marca. O resultado é um contraste entre os dourados da realeza, com pinturas renascentistas de estilo barroco, e as cores berrantes da animação japonesa; as cenas religiosas e mitológicas da pintura renascentista são agora acompanhadas da contemporaneidade dos desenhos frenéticos deste artista que encurtou a distância entre a chamada alta cultura e a cultura popular.

É provável que o Versalhes da minha imaginação corresponda a um exagero. Para mim, o lugar tornou-se completamente separado, um mundo irreal. É isso que eu tentei transmitir nessa exposição. Eu sou como o gato Cheshire que dá boas-vindas à Alice com o seu sorriso diabólico e convida-a a conhecer o País das Maravilhas de Versalhes", explicou Murakami em relação à exposição, que fica até 12 de Dezembro no palácio.
Além de produzir instalações, Murakami é também pintor, escritor e trabalha em media. Nas suas palavras: "Quando me pergunto como é a cultura japonesa, concluo que tudo é subcultura. Logo, a arte é desnecessária".

Empresário incentiva moradores de rua a fazerem arte

Achei interessante esta matéria do UOL.

O empresário Marcos Amaro reúne alguns moradores de rua para fazerem uma exposição de fotos artísticas sobre a cidade. Além da exposição na Oscar Freire as fotos foram para leilão na Daslu.

A proposta do empresário é levar esta visão dos moradores de rua para a elite. Veja matéria completa com as fotos neste link:

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/10/19/fotografos-em-situacao-de-rua-em-sao-paulo-expoem-arte-para-a-elite.jhtm

sábado, 23 de outubro de 2010

Marcia Lepage na Vejinha São Paulo

Nessa semana, na coluna Boas Compras da Vejinha São Paulo, estão sendo apresentados produtos feitos de material reciclado. Bem em sintonia com a preocupação cada vez mais presente em se preservar os recursos naturais de nosso planeta, e entre as demais peças apresentadas, está a fruteira Cacos criação de nossa amiga e colaboradora do arte-o-rama, a designer Marcia Lepage.


:)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

2º Fórum Latino Americano de Fotografia de São Paulo

Pela segunda vez, em São Paulo, acontece o Fórum Latino Americano de Fotografia. Essa edição so evento tem como tema "Fora de Casa, Fora do Eixo, Exílios e Migrações na Fotografia" e está se realizando no Espaço Itaú Cultural, de 20 a 24 de outubro.



Pra quem curte fotografia e quer acompanhar, mesmo sem poder se deslocar até o local do evento, no site do fórum tem uma opção para ver a programação online, ou ver os vídeos gravados do que já aconteceu nos outros dias. O link é http://www.tvaovivo.tv.br/itaucultural/forumfoto/# 

:)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

R.U.A. - Reflexo on Urban Art


Anteriormente vista como arte marginal, pichação e vandalismo, o grafite, hj grande é influencia em design, publicidade, moda, tatuagem e na arte contemporanea, passando dos muros das cidades para as galerias e exposições.
Esse é um site muito bom sobre essa "Arte Marginal", confiram!!!

http://ruafestival.org/blog/

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Esculturas em papel

Vagando pela net, encontrei esse site... http://www.petercallesen.com/   é de um escultor que faz seus trabalhos a partir de uma folha de papel.
Achei absolutamente espantoso. Vale a pena conferir.



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

LOVESICK - Zumanity

Acabei de assistir o documentário "Lovesick", que conta alguns fatos da montagem e bastidores do show "Zumanity", encenado em Las Vegas...

...Fico sempre bestificada com o profissionalismo e estrutura dos shows.

Pra mim, que não sou muito dessa área, fico maravilhada com os conflitos entre: Realidade - Representação - Profissionalidade - Vida real - Arte - Comércio - Sentimentalidade - Egos - Personagens...

Vale muito a pena conferir, vejam pelo trailer...



http://www.youtube.com/watch?v=4_kgxTAmCYU

domingo, 3 de outubro de 2010

Enquanto isso....distante da bienal.......



Com obras nos principais museus de arte contemporânea do mundo, como o Metropolitan, o Whitney, o MoMA, de Nova York e o Reina Sofia, de Madrid, Vik Muniz, artista plástico brasileiro conhecido no mundo inteiro, consegue utilizar a fotografia como meio de representação de um diálogo com a História da Arte, que chega ao entendimento de todos pela simplicidade dos materiais que utiliza, quebrando a idéia de que arte é algo que só quem lida com ela entende.


Único filho de pai garçom e mãe telefonista, ainda adolescente mudou-se para os Estados Unidos onde passou cinco anos vivendo de subemprego, muitas vezes dormindo na rua. Trabalhando numa molduraria de Nova Iorque, passou a fazer quadros kitsch e produzir estranhas e incomuns esculturas que lhe abriram as portas do circuito de arte da cidade.
Serragem, açúcar, areia, papel de parede, jornais e lixo já foram usados em obras de arte por Picasso e Braque por volta de 1912 em Paris. Acrescentando novos elementos como algodão, chocolate, açúcar, arame, terra, barbante, especiarias, lixo, gel, mel, poeira e muitos outros, Vik Muniz, de uma maneira radicalmente criativa, produz obras que impressionam pela inovação e criatividade.
O trabalho mais barato de Vick Muniz custa 5 mil dólares, sendo que um conjunto de 14 painéis de sua autoria foi arrematado num leilão em Paris pela bagatela de 150 mil dólares. Sempre que vende um trabalho onde retrata problemas sociais ele doa parte da renda para instituições de crianças e adolescentes carentes.
- "Os pobres precisam de dinheiro. É preciso ajudá-los diretamente". – diz com a experiência de quem já passou necessidades.
Muniz fez uma exposição individual no University of South Florida Contemporary Art Museum, em Tampa, Flórida, atualmente denominada "Vik Muniz: Reflex". Esta exposição, organizada pelo Museu de Arte de Miami, esteve em exposição no Seattle Art Museum e no PS1 Contemporary Art Museum em Nova Iorque. Até Janeiro de 2008 a exposição esteve em exibição no Musée d'Art Contemporain em Montreal, Quebec (Canadá). Muniz também publicou um livro, "Reflex - A Vik Muniz Primer" (2005: Aperture Foundation, Nova Iorque), que contém uma compilação do seu trabalho e seus comentários sobre ele.
Seu trabalho também foi destaque no "The Hours-Visual Art of Contemporary Latin America" (2007), mostra apresentada no Museu de Arte Contemporânea de Sydney, New South Wales, Austrália. Depois de uma bem-sucedida temporada no MAM-RIO, batendo recorde de público com 48 mil visitas, a mostra "Vik" chega ao MASP, onde permanecerá até o dia 12 de Julho.


sábado, 2 de outubro de 2010

Melhores fotos - National Geographic

Pra quem gosta das imagens da revista National Geographics, está nas bancas uma edição especial com as 100 melhores fotos. Muito boas mesmo!
 







Outro programa que vale a pena e que descobri hoje, é uma série na Nat Geo (National Geographic Channel) , é  " As Melhores Fotos" onde eles mostram como algumas fotos de capa foram feitas. Ele passa no Nat Geo aos sábados às 19:00 e são dois episódios seguidos de meia hora cada. Os de hoje foram "Sequoia Gigante" (sobre uma foto montada a partir de mais de 80 fotos indivuduais) e "polinizadores" (sobre macrofotografia de insetos).

Se descobrir quando vão reapresentar posto aqui. :)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

29ª Bienal de Artes de São Paulo



Ontem, fui com alguns outros colaboradores do Arte-o-rama, fazer minha primeira visita à Bienal.
Uma coisa que impactou de cara foi a ausência de cor, ou melhor o maior evento de artes de São Paulo tem, nessa edição, cor de papelão.
Outra coisa que eu notei, é que algumas (pra não dizer muitas) das obras, não tem muita explicação, então pra quem gosta de saber mais sobre obras e artistas, eu sugiro que dê uma olhadinha no site da Bienal  

http://www.29bienal.org.br/FBSP/pt/29Bienal/Paginas/default.aspx 

antes de ir até o Ibirapuera, e mais especificamente nas explicações sucintas que o site tem de cada artista  participante.

http://www.29bienal.org.br/FBSP/pt/29Bienal/Participantes/Paginas/default.aspx  

O evento está muito grande, por isso certamente estarei lá de novo na semana que vem :)

Ah, algumas dicas... Pode fotografar, sem flash, dentro do pavilhão, mas não pode usar mochila. Existe uma chapelaria onde os "mochileiros" (como eu) podem deixar suas coisas. Bolsa de mulher pode! ;)
Outra coisinha interessante é que às 14:30, 15:30 e 16:30 (não sei se tem outros horários) sai, de porta de entrada, uma visita guiada de uma hora. Fiz ela ontem, e apesar do tempo ser absurdamente pequeno, sempre ajuda a entender o que se vê.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A nova onda da expressão artística?

Na semana passada, ouvi de uma importante pensadora da fotografia contemporânea que a próxima vertente importante na arte nos será trazida pela linguagem publicitária.
Como todos nós sentimos, vemos e ouvimos, estamos num período muito conturbado das manifestações artísticas, onde o vale-tudo da arte contemporânea já não nos satisfaz completamente. Estamos na iminência (que ainda pode demorar décadas pra acontecer, mas em um contexto histórico tá aí na nossa porta) de uma grande transformação no que chamamos de arte. Pessoalmente eu acho ótimo, porque pra mim já basta de reapropriações, releituras e outros res.
Já passamos por um perído onde a arte representava a igreja, a nobreza, o proletariado, o politicamente engajado, as condições socias, o cotidiano e agora é praticamente um grande big brother... Me pergunto o que mais a arte poderia representar? O que me vem a cabeça é o que não existe. Aí concordo que a próxima onda possa vir mesmo da publicidade, principalmente porque livre das amarras da arte "acadêmica" é a linguagem que hoje em dia está mais inventiva, mais experimentalista e, historicamente, o que se engaja morre e o que experimenta acaba se desenvolvendo e surgindo como força expressiva.
Nesse contexto acho que as imagens manipuladas vieram pra ficar, sejam elas fotográficas ou ilustrativas.

Um site que eu gosto muito e tenho certeza de que quem gosta de imagens manipuladas vai gostar também, é o One Eyeland  http://www.oneeyeland.com/index.php

Se isso será ou não verdade, o tempo dirá...


 

sábado, 25 de setembro de 2010

Hoje é dia de Bienal!


Hoje começa a 29ª Bienal de Artes de São Paulo, pelo menos para nós, meros mortais, porque para os VIPs já está aberta há alguns dias...

Ainda não vi nenhuma crítica real ao evento, tudo que vejo me parece propaganda ou apenas a releitura (palavra do momento nos círculos artísticos :S) dos releases que a própria bienal escreveu.


Enquanto não escuto nada verdadeiro ou a vejo com meus próprios olhos, segue um link com fotos...
http://fotos.estadao.com.br/29-bienal-de-sp-montagem-da-29-bienal-de-sao-paulo,galeria,3605,119002,,,0.htm?pPosicaoFoto=1#carousel

E aqui o link com fotos e comentários rápidos do G1
http://g1.globo.com/pop-arte/fotos/2010/09/29-bienal-de-sao-paulo-tem-viveiro-de-urubus-paca-voadora-e-ate-instalacao-vagina-faca-uma-visita-em-fotos.html

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sala dos professores

Hoje, mais uma vez tive a "sorte" de ficar no trânsito durante o programa "Sala dos professores" da rádio Eldorado.
É um ótimo programa pra quem, como eu gosta de boa música e pra quem, como eu precisa aprender a ouví-la.


-Os mestres do Jazz e da música Brasileira, numa aula de 20 minutos. Diariamente, às 19:00 hs, comDaniel Daibem.





http://int.territorioeldorado.limao.com.br/eldorado/audios!getAudios.action?idPrograma=67

Site de ilustração digital

Pra quem curte ilustração digital esse site é bem legal. :)

http://www.nastplas.com/

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sou Fugimoto

Por meu primo querido e, arquiteto tbém da FAU....Pablo Alvarenga...(parece maldição de família...he he he)

Coloco esse nome para nossa pesquisa....

Sou Fujimoto...    http://pt.urbarama.com/designer/sou-fujimoto-architects

Ele faz trabalhos conceituais ....Vale a pena conferir...

Publicação Casamix

Esse mês a revista Casamix traz uma reportagem sobre vasos e nela, o vaso Melt da nossa querida Marcia Lepage.



http://www.casamix.net/79/images/qie/qie7.asp

Lindo!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

29ª de SP


Começou!!!

Estou louca pra ir....







Aqui, um vídeo que passou no pragrama STARTE (globo news) ontem.


http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1341783-7823-ARTE+E+POLITICA+SAO+TEMAS+DA+BIENAL+DE+SAO+PAULO,00.html

"Saída fotográfica" para promover artistas do blog.

Eu estava vendo uns sites de design que não tinham nada absolutamente com isso....e me deparei com essa foto.

Tive uma idéia que pode se transformar em projeto para todos nós... :)

Tendo fotógrafos e artistas por aqui...Por que não marcamos uma "saída fotográfica" por lugares diferentes com nossas criações (peças, quadros, esculturas etc...) sendo fotografadas criativamente interagindo com os ambientes paulistanos, com as pessoas??

Pode dar uma boa mistura, e bons frutos...quem sabe uma expo?
Promovendo a todos juntos... :)

Pensem na idéia e me ajudem a desenvolver algo covreto.

bjos.

Olafur Eliasson

Para quem não conhece Olafur Eliasson, é um artista dinamarquês, conhecido por criar obras sobreo ambiente X homem.
Na foto ao lado um dos ambientes criados pelo artista onde ele recria o sol por meio de luzes artificiais.
(The Weather Project - Londres )
A idéia é criar um laboratório para a interagir artistas e cientistas.













Eliasson é hoje um dos nomes mais importantes da arte contemporânea.
A sua obra trata do modo como pensamos , sentimos ou percebemos a natureza.
Conheça mais alguns outros trabalhos de Eliasson.













Take your time ( MOMA PS1)











WaterFalls em NY




Starbrick - by Eliasson
Para quem quizer conhecer mais o google imagens tem milhares de fotos de suas obras incríveis, vale a pena.
Post by Greghi

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010

É certo vender arte?

Uma vez ouvi um desenhista dizer que arte não se deve cobrar. O cara era parecido com um bicho grilo, seus desenhos tinham umas pessoas usando calças boca de sino e as imagens eram bem coloridas, cheias de curvas, círculos, estrelas. Parecia o registro da visão de alguém que acabou de chegar de uma viagem de LSD nos anos 60.

O cara era chato, muito chato. Se achava. Ou pior, ele se tinha certeza. Desenhava para um jornal regional de uma cidade. Fico pensando se ele não cobrava por aqueles desenhos. Me deu vontade de perguntar: – Cara, se eu não cobrar eu vou comer o quê? A sua irmã, seu babaca?

Numa outra vez eu fui eliminado de um concurso para concorrer a uma vaga num curso de arte só porque na carta de interesse eu mencionei que iria usar o curso para fins profissionais.

Essa gente pensa o quê? Que artista vive de brisa? E todos aqueles anos de estudos, livros, pesquisas, materiais, noites em claro? Acham que foi tudo gratuito? Fala sério!

Tudo bem que para ver, admirar, elogiar algum trabalho não é necessário pagar, – a não ser que seja em alguns museus, mas aí a taxa é para manutenção e serviços do local – agora se o sujeito quer uma obra exclusiva só para ele e seus mais chegados ficarem admirando em sua mesa, parede, teto ou chão aí tem que pagar mesmo. E vai pagar o devido valor sem pechincha.

Artista fotógrafo ou fotógrafo artista?

Esses dias aprendi que existem dois tipos de fotógrafos no meio artístico, o fotógrafo artista, que faz da sua fotografia, arte e o artista fotógrafo, que faz da sua arte, fotografia. Nunca tinha percebido a diferença entre os dois. Que vergonha!!!
E embora já consiga, pelo menos nos casos mais claros, diferenciar um do outro, ainda não consigo entender porque essa diferença é assim tão importante, a ponto de merecer olhares tortos de um e outro lado...
Ainda tenho muito chão pra caminhar ;)


Pra ilustrar esse post um videozinho que vi num blog. :D

http://www.youtube.com/watch?v=BnZks0BCCiw&feature=player_embedded

sábado, 18 de setembro de 2010

A arte de Escrever e a nossa Vida

Olhar crianças aprenderem a escrever é um privilégio em vários sentidos. Você acompanha o descobrimento de todo um novo universo que já estava presente mas nem sempre pôde ser apreciado, devido ao estágio de desenvolvimento. É mais um passo em direção à independência e ao conhecimento. É raro a gente pensar nisso, mas o nível de abstração necessário para organizar em símbolos gráficos os sons das nossas ideias não é pequeno. Isso gera algumas incorreções nos primeiros textos escritos, por culpa de nossa própria língua, que são por outro lado perfeitamente consistentes e compreensíveis. Em outras palavras: o mesmo som tem sempre a mesma representação gráfica para os aprendizes mirins.

Explico. Se a letra se chama ERRE, é mais fácil deduzir que quando a letra está presente em uma palavra tenha sempre o mesmo som forte, o que pode originar uma tradução intersemiótica (traduzir signos de um meio para outro, do universo sonoro para o universo visual) fora dos padrões gramaticais tradicionais. Nessa etapa de aprendizado, pode ocorrer uma palavra como CARO grafada em lugar de CARRO. O português, nesse e em vários aspectos, não é tão simples. Nem tão simplificável. O alemão e o japonês possuem símbolos gráficos que representam sempre os mesmos fonemas (símbolos sonoros). Isso já não acontece no inglês, onde um símbolo gráfico pode possuir várias leituras e pronúncias, dependendo do contexto. Outro exemplo é a letra Q. Ela não ocorre em nosso idioma desacompanhada da letra U. A QUESTÃO é: por que não poderíamos escrever QESTÃO? Eliminar a redundância e manter o U depois do Q somente quando ele for pronunciado (como em AQUÁTICO ou FREQUENTE). Isso eliminaria alguns problemas de dúvidas de pronúncias de forma muito efetiva, ainda mais depois da eliminação do trema na última reforma ortográfica. Tudo bem, isso não vai resolver o problema da LINGUIÇA a menos que também seja feita uma adaptação no G e no J, para que o G possa ter sempre som de GUÊ e o J, com de . O que daria palavras como JEMA e ENGIÇADO mas eliminaria aquela dúvida fundamental: isso é com G ou com J? Foneticamente, tudo ficaria igual, mas graficamente teríamos grandes mudanças para nos adaptarmos. Mesma coisa padronizando o uso do S e Z e na sequencia matando o Ç. O ERRE ainda seria um problema merecedor de considerações específicas.

Com certeza essa simplificação reduziria muito o tempo de aprendizagem da língua e eliminaria muitas questões de provas de português, mas é uma ideia a considerar lembrando que a última reforma gramatical já provocou uma série de desconfortos internacionais.

Deixando de lado essa sopa de letrinhas e voltando ao tema, o que essa reflexão ressalta é a forma como nos acostumamos a pensar de formas predefinidas e automatizadas, sem questionamentos e sem tentar otimizar os recursos. Alguém falou e continuamos fazendo igual. Se todo mundo fosse treinado e domesticado a pintar apenas dentro da linha, não teríamos os grandes movimentos artísticos com os quais estamos acostumados hoje mas que em sua época (e mesmo para nosso padrão atual) foram revolucionários.

Parece que o medo da mudança é maior que a percepção de sua necessidade. Tente imaginar quantas coisas você faz por dia por alguma tradição sem sentido atualmente e como daria para melhorar. Como seria possível desautomatizar o olhar e o pensar? Como isso impacta em nosso modo de criar?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Joseph Campbell - O Poder do Mito - A Saga do Herói

Estou vendo a interessantíssima série "O Poder do Mito", uma entrevista com Joseph Campbell.
Acho que o estudo do mito é relevante para todas as formas de comunicação, e isso inclui todas as formas de arte.

O primeiro capítulo - A Saga do Herói - está disponível no youtube

Parte 1 - http://www.youtube.com/watch?v=rE8mkjzkMpc

Parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=Kpcn39bBRVk&feature=related

Parte 3 - http://www.youtube.com/watch?v=jsPV0Pfs_is&feature=related

Parte 4 - http://www.youtube.com/watch?v=2earJ88-p7I&feature=related

Parte 5 - http://www.youtube.com/watch?v=wLFLWLS7kBs&feature=related

Parte 6 - http://www.youtube.com/watch?v=UdMuAdm6oak&feature=related


"Os mitos e os sonhos vêm do mesmo lugar, eles vêm de certas percepções que precisam se expressar de forma simbólica."

O Valor sentimental dos objetos.

Vi essa reportagem na globo news um tempo atrás.
Fiquei bem interessada pelo assunto.

Vale a pena checar.

O título acima abre um link direto para o vídeo.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Zum Zum

Publicidade na vida real

Vi isso hoje no Obvious.
 
O Fotógrafo Sharad Haksar produziu uma série que alerta para o uso indiscriminado da propaganda em lugares pobres como a índia. Ela dá o recado com muita ironia e humor.
 
 

Exposição Greghi Design - By Kamy

Amanhã acontece a minha primeira exposição na loja By Kamy(Al. Gabriel Monteiro da Silva,1296) das 17h às 20h.
Vejam de primeira mão algumas fotos da produção.





Espero vocês lá!

Greghi









quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Amigo...famoso....colaborador...em expo a partir de amanhã na Gabriel...

http://www.gracasalles.com.br/radar/radar59/radar_11.html

Maison & Objet

Olá !!!!!
Meu primeiro Post.
Este site é da famosa feira Parisiense Maison & Objet.
Está rolando este mês ( 03 à 07. 09) e como e alguns amigos mortais estamos por aqui respirando este ar seco e não lá, decidi postar aqui uma dica para quem curte design + bom + gosto + Nouveauté....
O site é recheado de dicas, sites de designers e empresas do ramo onde o que não falta é inspiração e criatividade inovadora.
Nada mais que um banho de idéias que sempre são bem vindas...
Fucem....o site é grande e tem muita coisa a ser vista.
Abraço à todos!!!
Greghi

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Prateleira - - casa.com.br




Por Vanessa D’Amaro

Quando a Cris Komesu, repórter e fotógrafa aqui do Casa.com.br, viu a foto acima ela fez cara de desespero e de aflição! Mas não se preocupem: a lente Canon de 24-105mm para câmeras fotográficas não está cheia de espanhola (drink feito a partir de vinho, abacaxi e leite condensado). Ela é, na verdade, uma caneca! Super parecida com o modelo original da Canon, ela vem com capa para lentes, anéis de foco e zoom e com um botão de auto-foco. A caneca é tão parecida com uma lente que você corre o risco de se confundir na hora de guardar seu equipamento eletrônico. O modelo pode ser usado para cafés ou bebidas de todo o tipo e custa US$ 24 no site americano PhotoJojo. A loja virtual entrega no Brasil.

Imagens parecidas


Estou postando hoje um texto de Ivan Almeida, que foi retirado do site f-508, que me foi enviado pelo Hugo Berti, e tem me deixado meio encafifada. :)
O texto se refere à fotografia, mas acho que é perfeitamente aplicável a outros meios artísticos e criativos.

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TEXTO DE IVAN DE ALMEIDA- retirado do site f- 508

Duas mulheres foram a uma festa. Quando uma delas chegou, encontrou a outra usando o mesmo vestido. E o vestido era bonito, vistoso, não dava para disfarçar... todos repararam
.
Uma copiou a outra?

Não. Só, por acaso, compraram na mesma loja do bairro onde moravam.
Um fotógrafo posta uma imagem em um site de fotografia. Outro posta uma foto quase idêntica. Variações derivadas de 1/3 de ponto de fotometria, talvez, pequenas diferenças de enquadramento, e um a fez com uma DSLR, outro com uma superzoom (isso aconteceu de verdade hoje). Um alega que a fez antes e o outro a teria visto no LCD da câmera, mas o Exif do outro informa horário 4 minutos antes...

No debate, inevitável, foi mencionado que ambos fizeram o mesmo passeio fotográfico, e o enquadramento da foto em ambos os casos apenas descrevia o objeto. De frente, plano, chapado. Abordagem direta. Um copiou o outro?

Ou trata-se de um caso no quais ambos entregaram a responsabilidade de sua fotografia ao objeto fotogênico? Ou seja, compraram os mesmos vestidos porque a loja os fez iguais...
Uma fotógrafa, amiga, mostrou certa vez uma foto. No site em que mostrou, foi elogiada, e coisa e tal. Disse a ela que sua foto era demasiadamente dependente do objeto. O objeto interessante criava interesse para a foto. Ela reclamou de minha observação, mas cerca de uma semana depois veio me contar que outra fotógrafa, no mesmo passeio fotográfico realizara uma foto praticamente idêntica. Inicialmente aborreceu-se com a outra, mas depois compreendeu terem ambas sucumbidas ao objeto, e, estando todo interesse concentrado nele, qualquer um faria a mesma foto.

São coisas que acontecem. E acontecem porque o fotógrafo entrega ao objeto interessante a sua fotografia. Muitos fotógrafos agem como caçadores de objetos interessantes, como se isso fosse fotografar, e as fotos resultantes dessa caçada pouco mais contém que próprio objeto. Quem fez a foto? O objeto? E no caso das duas mulheres, quem fez o vestido? O que temos nesses casos são fotografias com escassa construção fotográfica, temos "atos de registro".

Porque parece haver na fotografia uma polaridade. Um dos pólos é o objeto, o referente. O outro, o ato fotográfico. Nesses casos, temos um referente ativo em demasia, e um ato fotográfico apassivado. Muitas fotografias são assim. Não notamos nelas uma narrativa consistente, um ponto de vista, algo que só esteja na fotografia, não esteja no objeto.  O que há nessas fotografias é o mesmo que havia lá fora da câmera escura.

Um fato pode ser contado de muitas maneiras, e todos nós conhecemos bons contadores de casos. O mesmo caso pode ser maçante ou interessante, dependendo de quem conta. Assim também na fotografia. É na narrativa que a fotografia ganha autonomia e torna-se diferente de uma pura reprodução de algo.
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Eu me pergunto: Se o objeto fosse um ser humano esse discurso seria o mesmo?

Vou continuar refletindo a respeito, vou colocando minhas dúvidas e conclusões nos comentários. :)